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sábado, 6 de fevereiro de 2010

“Uma jangada de pedra a caminho do Haiti”


O escritor José Saramago, ou melhor, uma fundação que leva o seu nome, teve a idéia de editar um livro, e destinar os valores à Cruz Vermelha. Não apenas os direitos do autor, nem o lucro da editora, mas todo o valor gasto na edição, impressão, transporte e tal. Portanto, os 15 euros que o comprador pagará, irão para a Cruz Vermelha, sendo destinados ao Haiti.

O livro escolhido para reedição foi: ‘Jangada de Pedra’, que sai em Português e Espanhol. Esse eu ainda não li, já li, porém, o ‘Ensaio sobre a Cegueira’, que virou filme de Fernando Meirelles, e o Ensaio sobre a Lucidez, que é uma continuação do primeiro, ambos estão entre os livros de ficção mais interessantes e inteligentes que já li. Achei a iniciativa importante, bem que poderia se difundir.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O mais baixo na escala do caráter




















Uma Charge retirada do blog do professor Ozaí de autoria do cartunista brasileiro Carlos Latuff, que faz de seu trabalho um ativismo social, propagandeando a favor dos zapatistas, dos palestinos e de inúmeros movimentos sociais, e contra o imperialismo norte-americano em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio, também contra o estado terrorista de Israel.

Pra quem não sabe o que está ocorrendo, o "jornalista" Bóris Casoy, que deve causar ódio nos profissionais sérios da área, proferiu aquelas palavras do balão da charge em uma pane no corte de som da emissora no intervalo do programa. É importante ressaltar que Bóris Casoy tem uma história com a direita terrorista brasileira, tendo participado inclusive do CCC, Comando de Caça aos Comunistas, segundo o livro de Flávio Deckes¹. [Não é a toa a postura elitista e preconceituosa]. Se você não viu, assista o vídeo, e as desculpas. Reparem na cara de "me obrigaram a pedir desculpas" do segundo vídeo. E ele bem que poderia ter terminado a ceninha com sua maldita frase: "isso é uma vergonha".

1. Não encontrei nenhuma boa resenha, então coloco a referência: DEKES, Flavio. Radiografia do Terrorismo no Brasil (1966/1980). São Paulo: Ícone, 1985.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Artes em Santa Catarina.


Nesse fim de semana, recebi a indicação de um artigo do ‘nosso’ ‘governador do estado’ na página virtual do A Notícia, indicado pelo meu amigo Maikon K.

No texto, LHS faz uma alusão à cidade de Florença de alguns séculos atrás e as relações de poder e excessos inúteis que caracterizavam as relações feudais e pré-capitalistas, nas quais os poderosos da época competiam na construção de palácios e catedrais. Cita também as academias e a “liberdade criativa”.

E no fim do texto completa: “Em parceria com a Acafe e com a Univille, estamos trazendo para Santa Catarina uma filial da Escola d’Arte de Firenze, que, herdeira dessa tradição criativa de 500 anos, é a maior referência na Europa e em todo o mundo!

O objetivo é dar asas à criatividade, capacitando artistas com base nos mesmos métodos da pintura e da escultura que se formaram Botticelli e Michelângelo.”

Longe de mim querer criticar o campo de construção das artes [principalmente porque esta não é minha área de atuação], que eu inclusive consumo e admiro, mas será mesmo que esta é uma necessidade de Santa Catarina a ponto de ser viabilizada por um pretenso governo? Quais parcelas da população irão se beneficiar com uma ação nesse sentido? Será que o LHS já entrou em uma escola estadual?